Fábrica deverá retomar atividades até 30 de abril. Dívida trabalhista chega a R$ 230 milhões.
Após uma greve histórica, a principal indústria bélica do Brasil pode estar próxima de retomar as atividades. Por não receberem salários, os funcionários da Avibras permaneceram 1.280 dias em greve, encerrando a paralisação em 11 de março. Em crise econômica há anos, a empresa acumula dívidas e quase foi vendida para estrangeiros.
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Na última terça-feira, dia 24, a Avibras e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região assinaram um Acordo Coletivo de Trabalho. O acordo foi assinado por Weller Gonçalves, presidente do Sindicato, e Fábio Guimarães Leite, diretor-presidente da empresa, na sede do Sindicato.
A dívida trabalhista de R$ 230 milhões, acumulada desde 2022, deverá ser paga em forma de indenização social. A previsão é que a Avibras volte a operar até 30 de abril. Inicialmente serão recontratados 210 trabalhadores e mais 240 serão chamados de volta a partir de junho.
Antes da crise, a empresa contava com cerca de 1.400 funcionários distribuídos em duas unidades, em Jacareí e uma em Lorena, na região paulista do Vale do Paraíba.

Estatização O sindicato comunicou que continuará defendendo a estatização da Avibras – pauta defendida ao longo da greve – e cobrando do Governo Federal a assinatura de contratos com a empresa.
“Este é um fato histórico. A Avibras só não fechou as portas graças à persistência do Sindicato. É uma vitória para o país ter de volta a sua principal indústria de Defesa, que quase foi entregue ao capital estrangeiro. Embora continue sendo uma empresa privada, ainda é uma empresa nacional, e o Sindicato vai se manter à frente da campanha pela estatização sob controle dos trabalhadores”, disse Gonçalves.