Equipamento é maior câmera já construída, com mais de três toneladas e 3,2 gigapixels. Primeira luz deve ocorrer em meados de 2025.
O Observatório Vera Rubin, em Cerro Pachón, no Chile, está com sua construção quase finalizada. A primeira luz é esperada para meados de 2025.
Esta semana, foi instalada a câmera Legacy Survey of Space and Time (LSST), do tamanho de um carro, no Telescópio de Pesquisa Simonyi. A câmera é a maior já construída, com 3.200 megapixels e mais de 3 toneladas. Acoplado ao telescópio de 8,4 metros, permitirá capturar o céu com detalhes impressionantes.
Vera Rubin foi uma importante astrônoma americana que forneceu a primeira evidência convincente da existência da matéria escura e revolucionou nossa compreensão do cosmos. Ela ganhou a Medalha Nacional de Ciência em 1993 e o Congresso honrou seu legado nomeando o observatório em sua homenagem.
A construção da câmera foi concluída em abril de 2024, após o que foi transportada com segurança para o Chile. O dispositivo é o a peça central do sistema óptico avançado do observatório, que inclui um espelho primário/terciário de 8,4 metros e um espelho secundário de 3,5 metros.
O processo de instalação foi complexo, exigindo meses de testes em uma sala limpa antes de usar uma plataforma elevatória para mover a Câmera LSST suavemente para o piso do telescópio. A equipe então usou um dispositivo de elevação feito sob medida para posicionar precisamente o instrumento no telescópio. A instalação da câmera representa o ápice de décadas de trabalho de design e construção.
Leia mais: “Câmera LSST chega ao Observatório Vera Rubin”, 24/05/2024
Em breve, ela entrará em um período de testes antes de começar a capturar suas primeiras imagens e iniciar o seus trabalhos de pesquisa. A câmera fará imagens do céu noturno grandes o suficiente para preencher 400 telas de TV de ultra-alta definição.
O gerente de projeto da Câmera LSST, Travis Lange, elogiou a equipe por trás da maior câmera do mundo, destacando a incrível conquista. “Foi um prazer assistir à maior câmera que o mundo já viu sendo construída por um grupo tão talentoso de pessoas com uma gama tão ampla de origens”. “É um exemplo maravilhoso do que equipes de cientistas e engenheiros podem realizar quando são chamadas para fazer o que nunca foi feito antes”, comentou.
O projeto é financiado em conjunto pela Fundação Nacional de Ciência (NSF) e pelo Gabinete de Ciência do Departamento de Energia (DOE) dos EUA, com operações a serem gerenciadas colaborativamente pelo NOIRLab, da NSF, e pelo Laboratório Acelerador Nacional SLAC, do DOE.

