Equipes do INPE e da CAST se encontraram em Pequim. Projeto foi aprovado pela banca.

No final de junho, o projeto do satélite sino-brasileiro CBERS-6 passou por uma fase importante. Nos dias 27 e 28, foi conduzida a Revisão Preliminar de Projeto (Preliminary Design Review, PDR), na Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), em Pequim, na China.

A PDR avalia multidisciplinarmente a maturidade e a viabilidade do projeto, garantindo que os requisitos dos usuários e as restrições técnicas sejam atendidos. Com aprovação da banca da PDR, o projeto avançou para a próxima fase.

Além dos representantes chineses, a revisão contou com 15 especialistas brasileiros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), além do Coordenador do Segmento Espacial do Programa CBERS, Antônio Carlos de Oliveira Pereira Júnior, do Coordenador-Geral de Engenharia, Tecnologia e Ciência Espacial do INPE, Adenilson Roberto da Silva, e do diretor de Gestão de Portfólio da Agência Espacial Brasileira (AEB), Rodrigo Leonardi.

Reunião de Revisão Preliminar de Projeto do CBERS-6 (INPE)

Previsto para ser lançado em 2028, o satélite faz parte do programa de Satélites Sino-Brasileiros de Recursos Terrestres (China-Brazil Earth Resources Satellite, CBERS). Assinado em 1988, após dois anos de negociações entre os países, seus satélites ficam na orbita baixa e fazem sensoriamento remoto. Seis satélites já foram lançados, sendo o primeiro em 1999.

O CBERS-6 combinará a capacidade de oferecer imagens com resolução espacial de 1 a 50 m com o uso radar de abertura sintética (Synthetic Aperture Radar, SAR) em banda X, uma inovação para o Brasil. “O maior benefício da tecnologia SAR é a geração de dados em qualquer condição climática”, mencionou o INPE em nota em seu site.

“Esta missão complementará os dados já fornecidos pelas missões ópticas dos satélites anteriores da série […], com a vantagem de operar dia e noite, através de nuvens, brumas, fumaça e em condições de chuva”, mencionou a nota.

A missão tem o objetivo de auxiliar no fornecimento de dados para o planejamento, monitoramento e controle de desmatamento, queimadas, vigilância de fronteiras, estudos urbanos, hídricos e de vegetação, vigilância costeira e agricultura.