Propulsores da nave perderam parte da potência. Missão conjunta ESA/JAXA a Mercúrio foi lançada em 2018 e ainda não chegou ao planeta.
A missão BepiColombo é conduzida em parceria entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (JAXA). Seu objetivo é investigar a magnetosfera, o campo magnético e a estrutura interna e externa de Mercúrio. A BepiColombo consiste em três espaçonaves distintas viajando acopladas pelo espaço. Duas são sondas orbitais e uma é um módulo de propulsão.
A Mercury Planetary Orbiter (MPO) carrega 11 instrumentos científicos, incluindo câmeras, vários espectrômetros, um magnetômetro e outros. A outra é o Mercury Magnetospheric Orbiter (MMO), construído em grande parte pela JAXA. Ela carrega cinco grupos de instrumentos, incluindo um grupo que estudará o plasma e as partículas neutras do planeta, sua magnetosfera e o vento solar. O Mercury Transfer Module (MTM) é o módulo propulsor que leva as duas sondas pelo Sistema Solar até o planeta.
Infelizmente, viajar pelo Sistema Solar Interno é complicado e a espaçonave usará mais energia para chegar a Mercúrio do que para chegar a Plutão. Sua viagem até o planeta segue uma trajetória complexa, com nove passagens por planetas antes de entrar em órbita de Mercúrio. A começar pela Terra em abril de 2020, seguida por Vênus em outubro do mesmo ano e agosto de 2021. Depois, a sonda iniciou uma série de encontros com Mercúrio para ajustar sua órbita ao redor do Sol e ter a velocidade adequada para entrar em órbita do planeta. São seis flybys de Mercúrio: outubro de 2021, junho de 22, junho de 23, setembro e dezembro de 24 e janeiro de 25. A chegada está planejada para dezembro de 25.
A BepiColombo utiliza um sistema de propulsão solar-elétrico. Duas células solares de 15 metros de comprimento fornecem energia elétrica a quatro propulsores de íons que usam propelente de xenônio. Os propulsores são montados em gimbals, o que os torna direcionáveis.

Em 26 de abril, segundo relata a ESA, quando a nave estava prestes a executar sua próxima manobra, o MTM não forneceu energia elétrica suficiente para seus propulsores. Uma equipe que trabalhava nela restaurou o impulso para 90% em 7 de maio. Mas o módulo ainda não está fornecendo eletricidade suficiente para voltar a ter 100% de empuxo.
Apesar dos problemas de energia, a espaçonave está no caminho certo para concluir seu sobrevoo final em Mercúrio. Uma equipe está trabalhando para manter o nível de energia atual e para entender como a diminuição do empuxo afetará as manobras futuras. Também estão trabalhando para restaurar a potência total dos propulsores. Para facilitar isso, a equipe de controle de voo da missão no Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC), em Darmstadt, Alemanha, organizou passagens adicionais da estação terrestre.
