(Moon Landing: The Lost Tapes)
Este documentário do History Channel de 2019 sobre a missão Apollo 11 destaca conteúdo inédito da primeira missão tripulada à superfície da Lua.
Diversos conteúdos, inclusive gravações coletadas pela revista Life, jornalistas, cientistas, assessores de políticos e outros profissionais foram liberadas apenas recentemente. Neste filme, é a primeira vez em que são divulgadas publicamente na TV e na internet.
Além de fornecer uma perspectiva em primeira pessoa dos principais momentos da Apollo 11, também podemos sentir os temores, excitações, descontrações, desafios e inseguranças de astronautas e controladores de voo sobre a viagem e outros momentos importantes do programa espacial.
Além da característica dublagem de Júlio Franco, o documentário conta com legendas a fim de preservar o áudio dos momentos que retrata.
Como comentário particular, acho que vale dizer que as legendas não estão exatamente de acordo com as falas, como é de costume em alguns casos por diversas razões: limite de tempo e caracteres em tela, tradução, etc.
(Na tradução para a dublagem, a expressão “moloque do TI” pode causar estranheza dentro do tom do filme.)
Além disso, em alguns momentos, o que aparece na tela não condiz exatamente ao que está sendo retratado, como no caso do lançamento do Saturn V, quando vemos outro foguete Saturn sendo lançado em alguns cortes.
Por fim, acho que não caberia mencionar coisas pequenas para que pontos mais importantes tivessem mais tempo. É o caso das teorias conspiratórias sobre avistamentos ufológicos e fraudes. Gosto de pensar que esses pontos são sim muito interessantes porque são oportunidades para apresentar detalhes sobre a Apollo 11 que os invalidam.
O que não é interessante é simplesmente mencionar que já havia pessoas desconfiando que tudo não passava de um grande faz de conta horas depois do “pequeno passo” de Neil Armstrong e que uma gravação (sabidamente falsa) dos astronautas relatando naves alienígenas na superfície da Lua “teria vazado” anos atrás. Esses assuntos merecem ser abordados a fundo, como fiz algumas vezes anos atrás em diferentes eventos (que agora até parecem ter sido em outra vida).