Observações foram feitas em 2008. Imagem está em cores falsas.

Saturno, famoso por seus anéis, em pouco lembra a relativamente pequena Terra, mas o gigante de gás é lar de pelo menos um fenômeno que seria familiar para um morador de altas latitudes terrestres. Embora os mecanismos básicos possam ser diferentes, Saturno possui auroras nos pólos, assim como a Terra.

Auroras surgem quando partículas carregadas são conduzidas ao longo de linhas de campo magnético e atravessam a atmosfera superior nos pólos. Na Terra, o efeito é causado pelo vento solar, em Saturno, uma mistura complexa de outros fenômenos parece contribuir. Partículas carregadas atingindo a atmosfera superior de Saturno ionizam átomos de hidrogênio e produzem radiação infravermelha, ao passo de que processos relacionados também acarretam as auroras em ondas de rádio e ultravioleta.

As auroras infravermelhas aparecem em verde na imagem abaixo, uma combinação em cores falsas de 65 observações individuais do Espectrômetro de Mapeamento Visual e Infravermelho (Visual and Infrared Mapping Spectrometer) da sonda Cassini, da NASA, em 2008. Segundo a NASA, a luz auroral aparece no infravermelho próximo em comprimentos de onda de três a quatro mícrons. O azul indica luz solar refletida em dois mícrons e o vermelho representa emissões térmicas em cinco mícrons.

Imagem em cores falsas feita pela Cassini mostra auroras IV de Saturno(Foto: NASA/JPL/University of Arizona/University of Leicester)