Dificuldade de adaptação do labirinto ao espaço é principal problema dos exploradores. Utilização de quarentena normalmente evita transmissão de doenças infecciosas.
 
 Poucas coisas podem ser mais deprimentes do que estar longe de casa e ficar doente. Imaginem isso acontecendo a 320 quilômetros acima da superfície da Terra, em pleno espaço sideral.
 O astronauta alemão Hans Schlegel passou por essa situação. Ele é um dos membros da tripulação do Atlantis, que se acoplou à Estação Espacial Internacional em 08/02/2008. Hans deveria ter participado de uma caminhada espacial no domingo (10), auxiliando a instalação do módulo de laboratório levado pela equipe no “bagageiro” da nave.
 Embora a NASA não tenha informado o problema de saúde que a fez adiar a instalação por 24 horas, e a substituição de Hans por um outro colega, oficialmente o quadro não é grave.
 O problema mais comum entre os astronautas é a Síndrome de Adaptação ao Espaço, o equivalente à doença do movimento na Terra. Esse problema surge pela dificuldade do labirinto, órgão que regula o equilíbrio, em se adaptar à sensação de falta de peso, causando náuseas, vertigens e fraqueza.
 A síndrome é mais comum do que se imagina. A estimativa dos médicos é de que 60% dos astronautas passam por essa dificuldade no primeiro vôo.
 O primeiro caso registrado foi do russo German Titov, a bordo da Vostok 2, em 1961. Os sintomas cessam em cerca de dois dias com a adaptação do corpo à nova realidade.
 Os casos médicos vêm se tornando mais freqüentes, pois os astronautas de hoje estão mais para “trabalhadores do espaço” do que para super-homens dos anos 1960.

 Para evitar problemas infecciosos no espaço, os astronautas escalados para uma missão ficam em quarentena, isolados, por pelo menos três semanas, permitindo assim a passagem do período de incubação das principais infecções.
 A NASA deixa bem claro que, em caso de um problema grave, que ameace a segurança da tripulação, a missão é cancelada e os astronautas resgatados.
 
 
Fonte: G1