O caso
Lisa chegou ao aeroporto de Orlando por volta da meia-noite de domingo. Esperou a chegada do vôo de Shipman, que vinha de Houston, e depois a seguiu até o estacionamento armada de um spray de pimenta, um martelo e uma arma de ar comprimido, afirmou a polícia.
A astronauta também carregava um canivete, sacos plásticos e cordões de borracha. Shipman percebeu que estava sendo seguida e conseguiu travar as portas do carro e chamar a polícia.
A astronauta então bateu na janela de Shipman, pedindo carona. Shipman abriu só o suficiente da janela para ser ouvida, mas foi alvo de um jato de spray que irritou seus olhos, segundo o depoimento.
Em sua declaração à polícia, a astronauta disse que não pretendia ferir a adversária, mas apenas forçá-la a falar com ela. Lisa descreveu sua ligação com o astronauta Oefelein como "mais que um relacionamento de trabalho mas menos que um namoro".
Na revista ao carro de Lisa, a polícia encontrou as fraldas que ela disse ter usado para apressar a viagem. Astronautas usam esse tipo de fralda em lançamentos e aterrissagens.
Também foi encontrada uma carta descrevendo o amor de Lisa por Oefelein, e-mails de Shipman para Oefelein e instruções para chegar à casa de Shipman.
De uniforme de presidiária e algemada, Lisa não falou muito durante sua aparição em vídeo ao tribunal desde a prisão de Orange County.
Mesmo que seja solta, ela terá que usar uma espécie de algema eletrônica para se locomover entre sua casa, no Texas (sudoeste), e o condado de Orange (centro da Flórida), para ficar longe de sua rival, com quem não poderá ter qualquer contato.
Biografia
Lisa foi criada em Rockville, Maryland, e se tornou astronauta em 1996. Ela esperou dez anos por seu primeiro vôo ao espaço. Na próxima missão do ônibus espacial, ela deveria ser a principal comentarista, um papel importante para os astronautas que ficam em terra.
Fonte: G1