Satélite de inspeções estava desativado em órbita cemitério. Observações a partir do solo sugerem fragmentação.
Um satélite russo parece ter se desintegrado em uma órbita cemitério de grande altitude. A suspeita vem de imagens obtidas a partir do solo. A espaçonave foi desativada meses atrás e era utilizada para inspecionar outros satélites.
O satélite Luch/Olymp, lançado em 2014, é um dos dois satélites militares russos secretos que têm sido usados para monitorar espaçonaves dos EUA e de outros países na órbita geoestacionária (GEO), cerca de 35,8 km acima da Linha do Equador.
Com número 40258 no catálogo NORAD 40258, ele foi desativado e enviado para uma órbita cemitério algumas centenas de quilômetros acima da GEO em outubro de 2025.
Imagens recentes feitas pela empresa suíça de monitoramento espacial s2A systems mostram o que parece ser um evento de fragmentação, com o satélite se desintegrando e começando a girar descontroladamente. Em umm posto no X, a empresa afirmou que outros objetos foram detectados ao redor do Luch/Olymp após o evento de fragmentação às 03h09 de Brasília de 30 de janeiro.
Jonathan McDowell, astrofísico e rastreador de satélites, disse ao portal Space.com que a fragmentação do satélite pode ter sido causada pelo impacto de detritos, já que as fontes de energia internas, como combustível e baterias, deveriam ter sido liberadas quando a aeronave foi desativada.
Embora não se possa descartar a possibilidade de uma passivação inadequada, McDowell observa que um possível impacto de detritos pode sugerir que o ambiente na GEO e na órbita cemitério acima dela seja pior do que se pensava em termo de detritos.
A Rússia possui outro satélite inspetor Luch/Olymp, lançado em 2023. Rússia, Estados Unidos e China têm utilizado, nos últimos anos, satélites em órbita geoestacionária para se aproximarem e inspecionarem os satélites de outros países.