Cometa passou perto do Sol em outubro. Cometas de longo período nos ajudam a entender o passado do Sistema Solar.

Imagens de alta resolução do cometa C/2025 K1 (ATLAS) mostram que o astro de desintegrou após passar próximo ao Sol. As observações foram feitas com o telescópio óptico/infravermelho Gemini Norte, no Mauna Kea, no Havaí, com 8,1 m de diâmetro. O telescópio faz parte de um par de telescópios gêmeos do Observatório Internacional Gemini.

As imagens foram divulgadas na quinta-feira, 29 de janeiro, e foram feitas em 11 de novembro e 6 de dezembro. O trabalho, financiado pela Fundação Nacional de Ciência (NSF), complementa uma série de outras observações feitas por profissionais e amadores no final do ano passado.

O cometa, que era uma massa de gelo e poeira pouco coesa, passou perto do Sol, fazendo sua maior aproximação da estrela em 8 de outubro. A gravidade o vento solar fragmentaram o cometa em vários pedaços.

Imagens do cometa ATLAS se desintegrando após se aproximar do Sol (Imagens: International Gemini Observatory/NOIRLab/NSF/AURA/B. Bolin; Processamento: J. Miller & M. Rodriguez (International Gemini Observatory/NSF NOIRLab), T.A. Rector (University of Alaska Anchorage/NSF NOIRLab), M. Zamani (NSF NOIRLab))

O astrônomo Gianluca Masi, do Projeto Telescópio Virtual na Itália, fotografou o cometa em processo de fragmentação no início de novembro usando um telescópio Schmidt-Cassegrain Celestron C14 montado em um sistema robótico Paramount ME. As imagens pareciam mostrar “três fragmentos do núcleo original e possivelmente um quarto”, escreveu Masi em um comunicado que acompanhava as imagens.

Astrônomos do Observatório de Asiago, na Itália, também haviam mostrado o cometa em dois fragmentos, separados por aproximadamente 2 mil km, em 11 de novembro. Eles usaram um telescópio Copernicus de 1,82 m.

Cometa C/2025 K1 (ATLAS) capturado em cindo noites entre 11 e 18/11/2025 (Gianluca Masi/The Virtual Telescope Project)

O cometa C/2025 K1 (ATLAS) foi descoberto em maio de 2025 pelo Sistema de Alerta Final de Impacto Terrestre de Asteroides (ATLAS). Provavelmente se formou na Nuvem de Oort, um grande aglomerado de corpos gelados além da órbita de Netuno . Pode haver bilhões de cometas como esse por lá, orbitando o Sol a essa distância por eras até que uma perturbação gravitacional os coloque em direção ao Sistema Solar interno.

Esses cometas de longo período são especialmente valorizados pelos astrônomos que estudam o passado do Sistema Solar, uma vez que os membros da Nuvem de Oort são mais preservados do que visitantes recorrentes, como o Cometa Halley, que orbita mais próximo do Sol.