Propulsão iônica tem baixa taxa de aceleração, mas impulso acumulasse por muito tempo. Nave chegará ao asteroide em 2029.
A sonda Psyche, da NASA, rumo ao asteroide 16 Psyche, rico em metais, acionou seus motores iônicos e agora está cruzando o sistema solar com propulsão elétrica.
O lançamento, em 13 de outubro de 2023, deu a ela um impulso suficiente para levá-la a mais de 300 milhões de km, além da órbita de Marte. Agora, seus motores de íons assumiram a tarefa de aceleração.
Os painéis solares da nave convertem a luz solar em energia elétrica usada, entre outras coisas, para alimentar um campo eletromagnético que acelera partículas carregadas (íons) de gás xenônio. À medida que os íons são acelerados e expulsos dos quatro propulsores, criam um brilho azul e dão um impulso à espaçonave, empurrando-a na direção oposta.
A força exercida pelos íons expelidos é pequena. Cada propulsor fornece uma força equivalente ao peso de três moedas na superfície da Terra. Porém, sem atrito atmosférico, impulso se acumula rapidamente para acelerar a espaçonave cada vez mais. Atualmente, a Psyche está viajando a cerca de 135 mil km/h e a intenção é levá-la a cerca de 200 mil km/h com a propulsão iônica.

Agora, os motores de íons estão funcionando quase constantemente. A caminho do asteroide, a sonda “dará a volta” e encontrará o planeta Marte em maio de 2026. Nesse encontro, ela desligará seus motores e se deixará levar pela gravidade marciana. Essa manobra fará com que seja lançada ao outro lado do planeta com maior velocidade. Após essa assistência gravitacional, os motores voltarão a funcionar.
A Psyche vai encontrar o asteroide homônimo em 2029 e entrar em sua órbita – onde permanecerá por dois anos. O asteroide é um grande fragmento de 280 km de um antigo núcleo metálico de um “quase planeta” que sobrou do período de formação do Sistema Solar, há cerca de 4,5 bilhões de anos. Ao pesquisar Psyche de perto, cientistas planetários esperam descobrir mais sobre os interiores de planetas rochosos, como a Terra, e sua formação.